18 de agosto de 2008

Câmera para deficientes visuais tira fotos 3D e grava sons

Embora uma câmera digital para deficientes visuais possa soar estranho, já que estas pessoas obviamente têm dificuldades ou simplesmente não podem apreciar as imagens geradas, a Samsung acaba de inovar o conceito e desenvolver a "Touch Sight", um dispositivo que possibilita que mesmo elas fotografem momentos e se recordem deles, através de um "monitor" braile capaz de gerar "imagens" 3d dos objetos fotografados.

A criação é do engenheiro Chueh Lee, da Samsung China. Segundo ele, diz o site Yanko Design, a "câmera" possui funções únicas que a tornam fácil de utilizar, tais como a capacidade de armazenar 3 segundos de áudio do ambiente em conjunto com a foto, para possibilitar ao usuário recordar-se do momento que registrou. As fotos podem ser compartilhadas com outros aparelhos ou armazenadas nele mesmo.

No entanto o diferencial da criação é com certeza a incorporação da superfície capaz de recriar a imagem em 3D, para que o usuário possa literalmente "sentir" a foto. A união das duas principais funções da câmera pode criar uma experiência única para estas pessoas, um memorial que as proporcionará a oportunidade de reviver o momento fotografado, assim como uma pessoa sem visão prejudicada o faria ao ver uma foto.

Segundo descobriu Chueh, a melhor forma de fotografar sem ter conhecimento do objeto em questão, ou seja, a melhor forma de empregar a Touch Sight é segurando-a à altura e contra a testa, proporcionando assim um bom ângulo de captura da imagem. A informação foi obtida por Chueh no Instituto para Deficientes Visuais de Israel, onde um curso de fotografia é ministrado para este tipo de público com necessidades especiais. O instrutor afirma que seus alunos não têm dificuldade em estimar a distância do objeto, devido sua audição aguçada e a luz do ambiente ou o calor do sol são suficientes para estimar as condições de iluminação.

O produto promete ser bem aceito pelo público com deficiência visual, contudo ainda não há estimativas de lançamento ou preço para o mercado consumidor comum.

FONTE: Yahoo! Notícias

7 de agosto de 2008

Cientistas dos EUA desenvolvem câmera em formato de olho

Tomando de empréstimo um dos melhores designs da natureza, cientistas norte-americanos construíram uma câmera em forma de olho utilizando materiais sensores convencionais, e dizem que ela pode melhorar o desempenho das câmeras digitais e melhorar a capacidade de desenvolver imagens do corpo humano.

O aparelho pode até levar ao desenvolvimento de dispositivos protéticos, entre os quais um olho biônico, eles afirmaram.

"Trata-se da primeira vez em que demonstramos uma câmera em superfície curva que realmente a torna parecida com um olho humano", disse Yonggang Huang, da Northwestern University, em Evanston, Illinois, cujo trabalho foi reportado na quarta-feira pela revista Nature.

Huang, que trabalhou no projeto com John Rogers, da University of Illinois em Urbana-Champaign, desenvolveu uma solução relativamente simples para o já antigo problema de transferir componentes microeletrônicos a uma superfície curva sem quebrá-los.

"Se você simplesmente dobrá-los, esses materiais se provam quebradiços como uma tigela de cerâmica e se partem", disse Huang em entrevista por telefone.

Para resolver o problema, Huang e Rogers desenvolveram uma material em forma de malha composto de pequenos quadrados que alojam fotodetectores e componentes eletrônicos. Os quadrados são conectados por pequenos cabos que dão a cada componente a capacidade de se moldar a uma superfície curva.

"Essa abordagem permite que coloquemos eletrônica em lugares onde antes isso seria impossível", afirmou Rogers em comunicado.

Com verbas da National Science Foundation e do Departamento de Energia dos Estados Unidos, Huang e Rogers construíram uma câmera digital que tem o tamanho, a forma e a disposição espacial de um olho humano. Huang disse que a forma curva melhora acentuadamente o campo de visão, e coloca toda a imagem em foco.

Atualmente, quando você tira fotos, a porção média é muito clara, mas as bordas se tornam menos e menos claras", disse Huang. "A tecnologia curva permitirá que a imagem toda fique clara."

FONTE: Reuters

6 de agosto de 2008

Olympus e Matsushita vão oferecer câmeras SLR de pequeno porte

A Olympus e a Matsushita anunciaram nesta terça-feira um novo formato de câmera digital que tornará os modelos equipados com lentes "single lens reflex" (SLR) menores e mais leves, em um esforço para promover as vendas de produtos mais avançados.

As câmeras SLR, que representam os modelos mais sofisticados com lentes intercambiáveis, são o segmento mais lucrativo e de mais rápido crescimento no mercado de câmeras digitais. Mas alguns usuários de câmeras digitais compactas relutam em adotar os modelos SLR porque são mais volumosos e pesados.

O novo formato, conhecido como Micro Four Thirds System, tornaria as câmeras SLR mais finas e suas unidades de lentes menores do que as baseadas no Four Thirds System, que está em uso.

O Four Thirds System é um padrão aberto que especifica as dimensões do sensor de imagens e do anteparo da lente, garantindo a compatibilidade de lentes entre diferentes produtos.

A Olympus e a Matsushita Electric Industrial, fabricante dos produtos da marca Panasonic, oferecem câmeras digitais SLR baseadas no padrão Four Thirds, e a Sigma produz lentes Four Thirds.

"Propiciar alta qualidade de imagem em uma estrutura pequena o bastante para ser levada no bolso --esse é o conceito básico do Micro Four Thirds", disse a jornalistas Haruo Ogawa, diretor da divisão de negócios SLR da Olympus Imaging.

A Olympus Imaging é a subsidiária de câmeras digitais da Olympus.

A Matsushita e a Olympus não revelaram o padrão real ou o design das câmeras que seguem o novo padrão, e se recusaram a comentar preços e o cronograma de lançamento.

A Olympus é a quarta maior fabricante mundial de câmeras SLR, atrás de Canon, Nikon e Sony . A Matsushita ocupa a sexta posição.

FONTE: Reuters

Em um ano, preço da câmera digital cai 20% no Brasil

O preço médio das câmeras digitais no Brasil caiu 20,9% entre junho de 2007 e o mesmo mês de 2008. Os modelos com mais Mpixels foram os que sofreram a maior queda, informa nesta terça-feira pesquisa do instituto GfK Marketing Services.

Os dados fazem parte da divulgação da Feira Internacional de Imagem, megaevento de fotografia que começa no dia 12 de agosto, em São Paulo.

Segundo o estudo, os modelos de 8 a 8,9 Mpixel foram os que sofreram a maior queda: 52%, seguidos pelas câmeras de mais de 10 Mpixels, que tiveram reduções de 40%. Os produtos com resolução de 7 a 7,9 Mpixels, os mais vendidos no mercado brasileiro atualmente, caíram 35%.

Conforme a pesquisa da GfK, as câmeras de 7 a 7,9 Mpixels representaram 36,8% das unidades vendidas no país, no primeiro semestre de 2008. Os modelos de 5 a 5,9 Mpixel, ficaram com 22,6%, e 8 a 8,9 Mpixel, com 16,2%.

Até junho de 2007, os produtos de 8 a 8,9 Mpixel representavam menos de 2% do total comercializado. Em junho de 2008, já são 18,7% do total. O mesmo ocorreu com as câmeras acima de 10 Mpixels, consideradas as mais avançadas da oferta disponível. Entre o primeiro semestre de 2007 e o de 2008, passou de menos 1% para 4,3%.

Vendas

As vendas de câmeras digitais no Brasil tiveram aumento de cerca de 30% nos seis primeiros meses de 2008, atingindo 1.360.000 unidades vendidas.

Os equipamentos com valor entre R$ 500 a R$ 599 ficaram com o primeiro lugar em vendas do primeiro semestre de 2008 --27,1% do total. No mesmo período do ano passado, as mais vendidas custavam entre R$ 700 a R$ 799.

FONTE: Folha On Line